Minha segunda feira já começou extremamente divertida e assim se manteve até o fim do dia como você verá em seguida. Meu celular tocou, mas eu não ouvi e ele parou de tocar enquanto eu continuava dormindo, assim, me obrigando a acordar faltando 10 minutos pra aula começar, sendo que, na minha escola, se chegar cinco minutos atrasado é bye bye.
Lá estava eu, com o cabelo todo pra cima atrás e todo penteado na frente, com a roupa toda amarrotada, e o short mais ou menos no umbigo, me endireitando nos míseros 15 segundos – acho que é menos, mas quando se está com sono você perde a noção do tempo - que eu fico no elevador.
Chegando na escola, percebo que todas as pessoas estão com mapas da Europa desenhados a mão, e eu não. Alguns segundos depois me chega a professora de história pedindo “aquele trabalho da primeira guerra”. Que beleza. Aproveitando a deixa, a professora completa “ah! Me entreguem também aquele trabalho que eu mandei fazer sobre o filme da semana retrasada!”. Puta merda, eu não lembro nem o que eu tomei no café da manhã. Ah, claro, eu esqueci que eu não tomei café da manhã, desculpe.
Ela avisa que no dia seguinte impreterivelmente – é incrível como as professoras adoram mostrar que sabem falar palavras grandes, né? – devo entregar os dois trabalhos. Até aí uma dor de cabeça terrível me atinge, talvez pelo fato de eu já ter acordado correndo.
Depois das aulas super animadas de história – MENTIRA ! – vem a aula de português. Oh céus! finalmente, uma aula que dê para se dormir sem se ferrar na prova. Bati um ronco de uns 20 minutos, até que o retardado sentado atrás de mim me dá um soco nas costas e eu acabo pulando da cadeira.
Ah recreio, meu querido recreio. Apesar de eu não comprar nada, não falar com ninguém, nem fazer nada no recreio, ainda assim, é melhor do que ter aula. 30 minutos da minha vida desperdiçados, aiaiai.
Voltei para a aula com a maldita dor de cabeça e agora, uma dor na mandíbula. Eu devo ter dormido de mal jeito no tempo de português.
Aula de matemática, que beleza, a professora percebeu que eu estava coçando demais a cabeça na sexta feira, mas não percebeu que eu estava com a cabeça latejando e que mal conseguia abrir os olhos na segunda. Eu odeio ter que pedir pra ir na farmacinha – é um lugar onde tem os remédios, uma doutora e etc., na escola -, então, eu deixo claro para as professoras quando não estou bem, mas ela não percebeu.
Tempo de física. O professor chega na sala e fala “bem, gente, como teve vários feriados, vamos apressar a matéria.” “MÃÃÃÃS, antes eu queria falar um pouquinho sobre os terremotos ocorridos”, sendo que nossa matéria é Velocidade Média. O pouquinho do professor, foi a aula inteira, me dando assim, tempo para bater mais um ronco e esquecer por alguns segundos que estava com uma dor de cabeça horrível.
Acabou a escola, fui correndo pra casa, já que tava um calor tremendo e eu mal podia esperar para tomar um banho, pra ver se a dor de cabeça, a dor na mandíbula e o calor passavam. Não passaram.
De tarde, tive que estudar para a prova de artes que ocorreria no dia seguinte – que por acaso eu me dei muito bem – e fazer os tais trabalhos de história.
Deu 16:00, 17:00, 18:00 e nada do trabalho acabar. Meus olhos já estavam ardendo – faça as contas, dor de cabeça, dor na mandíbula, dor nos olhos e calor, o resultado não é nem um pouco legal – e eu não conseguia desenhar a Europa em 1915. Cara, é muito complicado, a parte da Hungria/Romênia/Bulgária/Iugoslávia e a maldita Tchecoslováquia ali no meio – que tem um nome grande pra cacete, mas é extremamente pequeno, dando assim, trabalho triplo pra fazer uma letra que caiba dentro do país.
Quando deu 19:00 eu joguei tudo pra cima e entrei no MSN. Pra piorar a situação, chega meu irmão em casa dizendo que TEM que ficar no computador.
Arrumo um filmezinho pra ver, deito no escuro e fecho os olhos…
Acabei dormindo sem saber o que me aguardava naquela madrugada.
Agora já é terça feira, pois já passou da meia noite. 1:00 da manhã eu acordo sentindo um mal-estar. Por estar cheio de sono não consigo distinguir imediatamente o que é que atrapalhara meu sono. Era dor de ouvido. Depois de meia hora com uma dor de ouvido infernal, eu me rendo e vou às forças superiores, vulgo “mamãe”.
Tomei 30 gotas de um remédio horrível e fui posto para dormir novamente. Mas num deu, tava doendo demais. Daí agente decidiu ir num hospital aqui perto.
Agente deve ter acordado o hospital inteiro, era uma daquelas clínicas pequenininhas que tem um médico e uma atendente, e os dois estavam com uma cara horrível.
Após me analisar por míseros 5 minutos a mulher coloca um certo líquido milagroso em meu ouvido que faz com que a dor diminua, e muito, porém ainda não é nula.
Chego em casa, pulo na cama e durmo na hora.
Duas horas depois minha mãe me acorda “ta na hora da aula”.
Por algum motivo eu tava pingando de suor, o que me fez ter que tomar banho, e novamente sair de casa em cima da hora.
*****
Lembra desse post aqui em que eu falei dos interurbanos?
Então, eu estava errado.
Quando a mulher está falando, se você desligar, você não paga.
Eu gastei 20 reais acessando a Internet pelo celular. Agora você me pergunta “que que você ficou fazendo na Internet tempo suficiente para gastar 20 reais?!” . E eu lhe respondo, pequeno gafanhoto, nada.
Eu não fiz nada, exatamente por isso. Eu esqueci de bloquear o teclado do celular, o que fez com que ele sozinho entrasse na Internet e permanecesse o resto do dia.
Ahh, que beleza.







0 Respostas para “A pior das piores segundas…”